Celebra-se esta sexta-feira, dia 16 de outubro, o Dia Mundial da Alimentação. Este ano, marcado pela pandemia COVID-19, a celebração mundial, promovida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), pretende chamar a atenção para a questão da sustentabilidade e para o impacto das ações e comportamentos individuais na alimentação, avançando com a temática 'Cultivar, Alimentar, Preservar. Juntos'.
A alimentação é, cada vez mais, em todo o mundo, declarada como uma necessidade básica e um direito de todos e para todos. Ano após ano, o apelo global é para a erradicação da fome e para a construção de um mundo com alimentos disponíveis e acessíveis a todos. Segundo a FAO, 'uma dieta sustentável tem um baixo impacto ambiental e contribui para a segurança alimentar e para um bom estado de saúde da população.' A organização defende também que as dietas sustentáveis protegem e respeitam a biodiversidade e o ecossistema. Reforçam, aliás, a ideia de que 'uma dieta saudável é nutricionalmente adequada, acessível pela população, segura e economicamente justa'.
Neste sentido, a Associação Portuguesa de Nutrição apresenta cinco recomendações para uma alimentação mais saudável e sustentável. Baseadas nos eixos para sustentabilidade alimentar e agricultura da FAO, sugerem a compra de produtos locais, sempre que possível, de forma a que os cidadãos apoiem a economia local e a aquisição de alimentos frescos, locais e da época, por terem características nutricionais superiores.
O apelo é também para que se coloque em prática uma alimentação mediterrânica, para ser posto em prática um modelo alimentar saudável, com práticas sustentáveis, de forma a reduzir o desperdício alimentar e a reutilizar alimentos para novas confeções culinárias. Segundo a Associação, colocar em prática estas cinco recomendações fará a diferença no estilo de vida da população.
No contexto deste dia, importa relembrar o investimento anual do Município nas refeições e lanches das nossas crianças do 1º ciclo e a aposta numa alimentação nutritiva e adaptada às suas necessidades. A autarquia garante o acesso às refeições a todos os alunos do 1º ciclo do ensino básico e jardins de infância, em valores comparticipados no âmbito da legislação em vigor. Assegura ainda a gratuitidade das mesmas para o Escalão A e 50% de desconto para o Escalão B, no que à ação social escolar diz respeito, num investimento anual que ascende a um milhão de euros.
O fornecimento de refeições nos estabelecimentos de ensino visa assegurar uma alimentação equilibrada e adequada às necessidades da população escolar, segundo os princípios dietéticos preconizados pelas normas de alimentação definidas pelo Ministério da Educação, e com a observância das normas gerais de higiene e segurança alimentar a que estão sujeitos os géneros alimentícios. As ementas são elaboradas por uma nutricionista da empresa adjudicatária, sendo entregues semanalmente nas escolas e jardins de infância do concelho.
Para além disso, o Município tem-se associado a outros projetos de promoção de uma alimentação saudável, nomeadamente o 'Heróis da Fruta – Lanche Escolar Saudável', desafiando as escolas municipais a implementarem este programa educativo no ano letivo corrente. O investimento nesta área é de 76 mil euros. A par deste, outras práticas alimentares são também incutidas e reforçadas, como é o caso do consumo de fruta. Neste contexto, é distribuída uma peça de fruta por aluno, duas vezes por semana, no âmbito de uma iniciativa de âmbito europeu intitulada 'Regime da Fruta Escolar'.
